Mas não podemos alcançar isso sozinhos; precisamos engajar empresas,
governos e comunidades de clientes em modelos de negócios mutuamente
benéficos e parcerias progressivas e resilientes. Com isso em mente, vamos
considerar alguns exemplos de capitalismo de stakeholders e inovação inclusiva
em ação.
A adoção de ferramentas e serviços digitais de cuidados com a saúde é um
passo vital para aprimorar a qualidade e a consistência dos serviços de cuidados
com a saúde em países emergentes. No entanto, limitações de infraestrutura –
falta ou fornecimento de energia insuficiente, locais de difícil acesso e problemas
de segurança – podem ser intransponíveis para um grupo restrito de parceiros.
Com muita frequência, as comunidades dependem de filantropia e ONGs
insustentáveis para um subconjunto de necessidades de cuidados com a saúde,
e há uma grave ausência de capacidade e tecnologias fundamentais, como
enfermagem, suprimentos médicos, prontuários eletrônicos de cuidados com a
saúde e exames de ultrassom, para citar apenas alguns.
Na África Subsaariana, a Philips foi pioneira nos Centros de Vida Comunitária
para ajudar a romper esse impasse com uma abordagem enraizada no
capitalismo multissetorial. Reunindo um grupo diversificado de parceiros –
governos nacionais e locais, comunidades impactadas e prestadores de serviços
como a Philips – os Centros de Vida Comunitária oferecem clínicas de cuidados
com a saúde resilientes e de propriedade da comunidade.
Essas clínicas oferecem assistência médica integrada, viabilizada por
tecnologias digitais, e serviços de capacitação, como educação e treinamento de
funcionários, tudo em um só lugar. Unidades de energia solar, água limpa,
iluminação LED e soluções para gestão de resíduos fazem com que os centros
vão muito além da assistência médica, atuando como um impulsionador do
desenvolvimento econômico e social para a comunidade.
Atualmente, a Philips opera 10 Centros de Vida Comunitária no Quênia,
República Democrática do Congo, África do Sul e Etiópia, incluindo outras
soluções de cuidados com a saúde digital na Ásia, tratando cerca de meio milhão
de pacientes por ano.
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